Já conheço a Kátia há muitos anos, mas nunca fui a sua casa. Como combinado, num dia tipicamente turístico de céu azul, subi o morro da Lagoa para buscar o NBP na casa dela.
A casa estava em reformas e o objeto estava apoiado no muro exterior da casa e parecia estar em um lugar improvisado, à espera.
NBP: pessoas são necessárias nas suas extremidades.
Já conhecia o objeto por imagens, mas admito que me surpreendi com seu peso. Precisei da ajuda da Kátia para colocá-lo no meu caro.
(detalhe) O buldogue da Kátia nos acompanhou ate o portão e parecia um pouco desorientado.
Com a ajuda da Kátia coloquei o objeto no porta-malas do caro.
(descoberta) Nas curvas, buracos e lombadas das ruas o objeto transportado envolve sonoridade.
NBP:Talvez não tão branco como pensei
Chegando a casa coloquei o hóspede do meu programa turístico na sala. Não resisti. Com sentimento de traição, limpei o objeto.
Descobri com satisfação rachaduras, pontos de ferrugem, riscos e bolhas na tinta branca.
Depois, observando o objeto inerte no canto da sala (combinando com tudo) me vem uma sensação de seu falecimento.
Nas cicatrizes encontradas coloquei as etiquetas do projeto Turismo Definitivo.
Encontrei a Lígia (a próxima participante do projeto NBP).
Perguntas em casa: quanto tempo ele vai ficar na sala?
Recado deixado no papel (Ligia ligou e quer apanhar o objeto)
Outro dia, na visita de Alex e Débora e a gente quase levou o objeto para a praia.
A Ligia ligou de novo, ela quer o objeto... Prometo, vou ligar prá ela.
Acho que foi assim. Você pediu? Um conto? Uma invenção?